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ANTÓNIO COSTA: «Guimarães é um exemplo admirável em todo o país»

quarta, 07 junho 2017 20:55 //

O Secretário-Geral do Partido Socialista, António Costa, projeta o novo ciclo de governação, fala sobre os projetos de Guimarães, o trabalho desenvolvido por Domingos Bragança, as Eleições Autárquicas de outubro próximo, entre outros assuntos.
 
Como vê hoje Guimarães?
Guimarães sabe trazer para o berço da Portugalidade a universalidade da cultura europeia, dando a conhecer muitos projetos, fazendo também da sua cidade e do seu concelho o berço da dinâmica de novas ideias. Depositária da nossa história, é um exemplo admirável em todo o país. Tem a ambição de, agora em 2020, voltar a ser uma Capital Europeia.
Qual é a sua opinião?
Esta é uma ambição da maior importância. Se há grandes desafios que a Humanidade vai enfrentar ao longo deste século, o mais decisivo de todos, porque tem a ver com a sobrevivência da própria espécie, está relacionado com as alterações climáticas. Ganhar ou perder este desafio passa pela nova atuação dos governos das cidades.
No trabalho de candidatura a Capital Verde Europeia 2020, Guimarães implementou um plano de ação para tornar o concelho mais verde e mais sustentável, onde todos os projetos são pensados tendo em conta esse desígnio.
Guimarães candidatar-se a Capital Verde Europeia é um excelente exemplo. Este projeto europeu comum pode e deve ser partilhado por todos: pelos países, pelas cidades, pelas empresas e pelos cidadãos. Este novo paradigma de vida, como diz o Domingos Bragança, implica o envolvimento de todos nós.
Uma cooperação onde o comportamento individual influencia o global…
Sem dúvida! É fundamental que se perceba que a questão não é termos mais ou menos Europa! A questão é termos uma Europa melhor, mais útil aos cidadãos no seu dia a dia, com mais segurança, mais desenvolvimento e melhores condições para enfrentarmos em conjunto desafios civilizacionais como o controlo das alterações climáticas.
«Quero saudar o Domingos Bragança por saber interpretar particularmente bem aquilo que é hoje ser autarca»
Esta é também uma oportunidade para os cidadãos refletirem?
É uma oportunidade de reflexão daquilo que queremos ser no nosso futuro e nas próximas décadas. Quero saudar, por isso, o Domingos Bragança por saber interpretar particularmente bem aquilo que é hoje ser autarca numa cidade como Guimarães. É certamente resolver os problemas do dia a dia que preocupam os cidadãos e as cidadãs da sua cidade, mas também é muito mais.
Um trabalho mais amplo e mais alargado…
Tive oito anos a experiência de Presidente de Câmara e sei bem que a primeira missão de um Presidente é preocupar-se com os buracos da calçada, o candeeiro que tem a lâmpada fundida, as árvores que são necessárias podar, essa, é a primeira preocupação. Mas, hoje, um Presidente de Câmara não pode ser só o curador da qualidade da pequena obra do espaço público. Hoje, o Município tem de ser o representante catalisador de um desenvolvimento integrado de uma região.
Sem se limitar, somente, às suas linhas geográficas?
Uma cidade como Guimarães, que deu ao país aquilo que o país é, tem de ter a ambição de se afirmar à escala europeia, tal como se afirmou como Capital Europeia da Cultura.

«É uma honra ter autarcas que servem tão bem as suas pessoas»

O que é essencial para termos um Estado mais moderno e dinâmico?
Apostar na descentralização. Portugal é dos países que tem maior grau de centralização em toda a União Europeia. A melhor forma de prestarmos homenagem aos 40 anos do Poder Local democrático não é só condecorar, abraçar e felicitar aqueles que exerceram funções. A melhor forma é mostrar confiança na capacidade das freguesias e dos municípios. Para darmos um passo em frente neste capítulo, atribuímos mais competências e mais meios para servir ainda melhor as suas populações e as suas terras. Eu acredito na capacidade das freguesias, dos nossos autarcas…
Que abrangência têm estas medidas de descentralização?
Vamos reforçar as políticas ao nível regional, através da aproximação das CCDR aos autarcas e às populações. É fundamental que as dinâmicas de desenvolvimento territorial e regional estejam cada vez mais próximas das pessoas, das empresas e dos autarcas. É por isso que a partir do próximo ano as CCDR deixarão de ser nomeadas pelo Governo e passarão a ser eleitas em cada uma delas pelo conjunto dos autarcas de cada uma das regiões, de forma a que respondam perante os autarcas e sirvam efetivamente o desenvolvimento das populações e não sejam um órgão avançado do Estado.
O objetivo é aproveitar plenamente os recursos…
…os recursos, o potencial e a capacidade de investimento de cada região. Assim, teremos maior eficácia em aproveitar o dinheiro que a União Europeia nos disponibiliza para pôr cada vez mais ao serviço das populações e do seu desenvolvimento no período pós-2020. Temos de pensar no futuro. Apresentamos ao país uma agenda para a década que não se esgota nesta legislatura, pelo contrário, tem uma perspetiva de médio prazo. Temos, felizmente, condições de estabilidade em articulação com outros órgãos de soberania, na capacidade de diálogo com os parceiros sociais, Presidentes de Câmara… O país não pensa agora no conflito e na trica, mas está concentrado em fazer o que falta fazer rumo ao futuro e ao seu desenvolvimento.

«As maiores felicidades e um excelente trabalho»

A pedra angular da reforma do Estado é a descentralização?
E este é o ano para ser feita! No próximo dia 01 de outubro, teremos Eleições Autárquicas e, quando os cidadãos elegerem os novos autarcas, estão a eleger um novo ciclo que começa com novos poderes e novos meios. Esta reforma é para ser feita com todos, com um acordo político muito alargado para que todos possamos servir melhor o poder local democrático ao longo do próximo mandato.
Qual o papel das Eleições Autárquicas 2017 para o futuro do país?
É uma honra para o Partido Socialista ter autarcas que servem tão bem as suas pessoas e representam da melhor forma o seu país. Desejo aos autarcas das freguesias de Guimarães as maiores felicidades e um excelente trabalho. Se assim acontecer, vamos trazer para o quotidiano dos nossos cidadãos aquilo que são os grandes valores construídos ao longo da História.


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TESTEMUNHOS

  • fernanda mendes

    "Não têm havido cheias na Zona de Couros, depois de construídas as bacias de retenção. Foi uma obra necessária que cumpriu o objetivo e um desejo antigo dos moradores." (Fernanda Mendes, 49 anos, São Sebastião)

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